Esses dias eu estava contando pra duas amigas como foram alguns momentos do nascimento deles e de que como foi difícil sair da maternidade, 7 dias depois do nascimento deles, sem carregar minha família comigo.
Logo no começo da gravidez trigemelar a gente ficou sabendo que a chance de eles ficarem na UTI alguns dias era muito grande. Até porque, o nascimento prematuro era quase certo. Não se sabia se a gravidez ia agüentar, 20, 30 ou no máximo, 36 semanas. Eu sempre tive esperança de poder carregá-los mais tempo, mas infelizmente, eles acabaram nascendo com 31 semanas. Assim, depois que eles haviam nascido, tivemos certeza que eles passariam uma temporada lá.
As 72 horas após o nascimento eram cruciais e eles finalmente, tinham tirado o tal do sepape (aparelho que ajuda a respirar). Eu ainda estava internada e pensei que demoraria muito tempo para poder pegá-los no colo. Eles agora recebiam meu leite pela sonda e tomavam soro na veia e os remédios para prevenir uma infecção. Estavam fora de perigo eminente e agora era preciso começar a engordar pra sair logo de lá.
Eu e meu marido estávamos numa visita já rotineira, conversando com um, depois com o outro e depois com o último. De repente, enquanto eu estava “visitando” o Diego na sua casinha quentinha, a enfermeira me perguntou: - você não quer segurar seu bebê? – meus pés tremeram, meu corpo todo sentiu a emoção, balancei a cabeça que sim, perguntei se era seguro e procurei meu marido com os olhos. Ele não me olhava e eu não conseguia emitir som sequer. Tentava falar, chamá-lo, mas minha voz não saia. A enfermeira levantou a portinha, arrumou ele e me deu. Eu estava sentada, com os olhos cheios de lágrimas, tentando chamar meu marido e segurando meu bebê, meu filho, meu menininho. Pedi, quase sem qualquer som, pra enfermeira chamá-lo... Ele se assustou, arregalou o olho e também começou a chorar... A enfermeira então perguntou se ele queria segurar a Beatriz e ele logo acenou que sim, também tremendo de tanta emoção. Ele a segurou, tão pequenina e ficamos os dois meio que petrificados com a emoção, com a delícia de sentir seus pequenos corpinhos em nossas mãos. Era emoção demais, era emoção demais...
A enfermeira nos avisou que não era bom tê-los por muito tempo fora da “casinha” e com medo, logo demos pra ela. Era tudo muito novo e pra gente, delicado. Eles ainda eram pequeninos e a casinha os mantinha quentinhos. Inacreditável, mas os bebês prematuros ficam nessa casinha porque não tem peso suficiente pra manter a temperatura do corpo estável. E assim, logo obedecemos. Mas e a Liz? Pensamos. E a enfermeira colocou ela no colo do meu marido, tão linda, pequenina e doce. E eu estava ao lado dele, olhando aquela imagem maravilhosa e emoção única, indescritível, insuperável.
Na ordem, Diego e Beatriz no seu primeiro colinho!
E o segundo colinho da Liz, pois o primeiro acabamos não tirando fotos.
Era emoção demais...
E o segundo colinho da Liz, pois o primeiro acabamos não tirando fotos.
Era emoção demais...


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