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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Beatriz e a bronquite!


A Beatriz, na 25º semana da gravidez, deu sinais de que não estava feliz ali e que algo estava errado com aquele ambiente, a hospitalidade ali não estava boa o suficiente pra ela. As refeições não eram suficientes  ou a companhia já tinha sido demais pra ela. Assim, logo depois de um susto, com dor abdominal, o obstetra me falou pra dar uma passadinha no pronto socorro e fomos na pro matre. E foi o que eu fiz. Chegando lá, o médico que fez o ultrassom ficou preocupado e resolveu ligar pra ele. Eles conversaram e ficamos de passar no obstetra na segunda-feira.
Na segunda-feira, o Dr. Felipe nos disse que a Beatriz estava recebendo menos fluxo de sangue/alimentação etc do que era ideal pelo cordão umbilical. Isso não era bom sinal... Mas o médico nos tranqüilizou, me pediu mais e mais repouso. E foi o que eu fiz. Dali em diante, estávamos uma vez por semana no consultório dele. A preocupação maior era a Bia, já que ela estava crescendo cada vez menos que os outros dois. Ele logo que me falou que em determinado momento a gente ia precisar tomar uma decisão importante: tirar os três do útero para salvar a Beatriz. E foi o que fizemos. Sem qualquer sinal de contratação, tomamos a decisão de tirar eles da barriga antes da hora.
E pelo bem dela, todos nasceram com pouco mais de 7 meses ou 31 semanas de gestação. Mas ela com certeza, pelo seu pequeno peso e altura ao nascer, hoje tem de herança dessa gravidez incompleta, uma bronquite crônica. Logo no primeiro ano, mais precisamente no primeiro inverno, freqüentamos o Einstein do Ibirapuera quase 1 vez por semana. Desde o seu nascimento, ela já ficou internada umas 3 vezes, todas com bronquite e pneumonia.
Mas a verdade é que desde que mudamos da avenida paulista para o Morumbi, ela melhorou bastante e raras são as suas crises. Mas elas continuam e com a mudança de tempo de segunda para terça agora, com uma queda de temperatura de mais de 14ºC, a crise chegou novamente. E ontem, quando a busquei na escola, lá estava a danada da tosse, já dando sinais de que a bronquite estava chegando...
Depois do jantar e da “mo, mo, mo, moranguinho", escovei o dentinho deles e coloquei eles na caminha. Quando meu marido chegou, eu já sabia que ela teria uma noite difícil e consequentemente, a gente também teria.
E não deu outra: separei o inalador, o berotec e o atrovent e já coloquei ao lado da minha cama. As 23 horas, pegamos a Bia e fizemos a primeira inalação da noite. Foram 3!!!! Tadinha da minha filha, uns 40 minutos depois da inalação, ela acordava chorando, triste, triste mesmo. Como deve ser horrível essa falta de ar. A madrugada foi assim, dificil, tanto pra ela, como pra mim, que também não conseguia dormir. Agora triste mesmo é depois de uma noite dessas, medicar ela na parte da manhã, abraçar e beijar e por não ter o que fazer, levar pra escolinha. Isso deixa meu coração apertado demais. 
Nessas horas, tenho vontade de abandonar minha profissão de advogada. O tesão de trabalhar se vai e a culpa, preocupação vem. Meu Deus do céu! Mas é assim a vida: a cada escolha, uma renúncia.  

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