Total de visualizações de página

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Chá de bebês!!! E de quebra, meu aniversário!

No dia 12 de janeiro de 2008, fizemos a primeira festa deles ou pra eles, mesmo sem a chegada do trio. Ah. Era meu aniversário também, mero detalhe.

Porque escolhemos esta data? Bom, veja bem... Eu já estava enorme e de repouso desde o dia 20 de dezembro de 2007, quando completei 20 semanas. Daqui pra frente, ia piorar. Eu estaria grande demais pra ficar em pé, caminhar, fazer esforço físico. O esforço físico era perigoso para a gestação trigemelar. Eu também não tinha mais como esconder a barriga!!! Todos sabiam que eu estava grávida, bem grávida. Pelos meus cálculos, eu estava com 23 semanas e chegando próximo do ponto de viabilidade do feto. É sério! Isso existe e é na 24ª semana de gestação. Estávamos felizes, cheios de esperanças e medo também, mas muito contentes com a família que logo explodiria.

O ponto de viabilidade fetal eu tive acesso lendo o progresso do bebê no útero durante essas semanas em um livro clássico sobre gravidez. Impressionante é termos tido contato com isso bem de perto enquanto estávamos na UTI. Vimos bebês com menos de 24 semanas não agüentarem, após o nascimento e vimos uma linha menininha sobreviver, apesar dos muitos contratempos, chamada Manuela. Sua mãe, Gabriela, virou pra mim um exemplo de mulher poderosa, com garra e muita, mas muita energia positiva. Lembrando delas, lembrei também de um acontecimento na UTI. Como eles ainda não sabiam mamar, as mamães de prematuros tiravam leite para os seus filhotes com a ajuda de uma bombinha. Eu e a Gabriela, não fazíamos diferente. Certo dia, quando cheguei na UTI, a enfermeira estava branca, tensa... Ao lado dela, estava Gabriela, tentando acalmá-la. A enfermeira havia trocado os leites e tinha dado o meu pra Manu e antes de dar o dela pra Beatriz, percebeu o erro. Nossa, e agora? O leite pode trazer doenças pros bebês e por isso, não podem ser trocados. Passado o susto e mostrado para o médico, todos os exames que a Gabriela teve que fazer para garantir a não existência de doenças no seu sangue, acabamos dando muita risada. E falei pra ela que a agora a Manu era também minha “filha de leite”. Tenho muito carinho por elas... A Manu e a Beatriz andaram lado a lado em relação ao peso em certo momento na UTI. Será que elas pesam a mesma coisa agora? Vou ligar pra Gabi...

Voltando ao chá de bebê, chamamos a família toda e muitos amigos pra comemorar com a gente. Acho que nessa época, eles ainda não tinham nomes. Deixamos a escolha dos nomes para mais perto do nascimento. Mas estávamos brilhando de felicidade. Poucas ás vezes na minha vida fui tão feliz como aquele dia. Eu estava com meu marido e com a minha família na barriga. E com saúde e esperança. Eu não podia ser mais feliz!

Desde aquele dia, o meu aniversário só tem graça com eles e com todos eles. É bem chavão mesmo o sentimento, mas não sei como vivi todos (esses poucos anos de vida) sem eles.

Legenda das fotos:
1. Eu e o bolo! que delícia!
2. os presentinhos de aniversário (todos pra eles).
3.  Eu (grande demais) e o maridão.
4. A vó Fê e o vô Eduardo, felizes com os primeiros netos chegando!




Nenhum comentário:

Postar um comentário