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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Diego e o significado do sapatinho vermelho...

Bom, voltando ao primeiro ano deles, quero falar da saída do Diego.
Quando a gente tinha se acostumado com a rotina da UTI, eles resolveram liberar o Diego pra ir pra casa. E agora?

Lembro-me da alegria, ansiedade e preocupação que aquele dia nos gerou. Eram quinhentas mil dúvidas, medo, insegurança... Ele era tão pequenino!!! Eu saberia cuidar dele? Lembro-me também do meu marido que me falou, inseguro: "será que vão deixar a gente levar esse bebezinho pra casa?  Isso é uma loucura...."
Até um termo de entrega tivemos que assinar.

Os prematuros tem chance de ter hemorragia cerebral quando nascem e em seus primeiros meses de vida. Dos 3, o Diego foi o único que ao sair do hospital, ainda tinha um pouco de hemorragia. Gente, hemorragia cerebral???? Isso assusta!!!! Mas o pediatra nos disse que no mês seguinte a gente tinha que trazer ele de volta pra fazer outro exame, mas que provavelmente isso se encerraria no trascorrer do mês.

Ele tomou as duas vacinas que precisava tomar, tomou banho e estava pronto pra sair. A gente trouxe o bebê conforto, onde ele viajaria de carro pela primeira vez. Era 7 de abril de 2008, 28 dias depois do nascimento. Não posso mentir, eu estava muito ansiosa e com muito, muito medo de cuidar de alguém tão pequenino e tão precioso. A UTI não me parecia mais ruim, ela parecia segura. E segurança era bom...A Liz e a Beatriz ainda não estavam prontas pra sair. Até hoje tenho dúvidas se receber o trio a prestação foi bom... Veja só: eu era mãe de primeira viagem. Meu pai que costuma falar que eu tenho 3 primeiros filhos e não tenho como aplicar o conhecimento adquirido com o primeiro filho no segundo.

Minha avó tinha mandado os sapatinhos vermelhos do Diego. Eu nem sabia que isso existia, mas é uma simpatia ou costume para trazer sorte e saúde para o bebê. Então, sapatinho vermelho nele. Quanto amor é possível sentir por uma pessoinha com menos de 2 kilos? Quanta ternura cabe no coração da gente?

Olha, vou te contar que quando eles nasceram realmente pude compreender o sentido da palavra instinto. E acho que instinto materno é algo tão surreal quanto a gravidez. A gente sente uma vontade louca de proteger a cria, é algo irracional.

Meu marido saiu do trabalho pra buscar o pequeno comigo, ao meio dia. Eu já estava lá, até pra poder passar mais tempo com a Liz e com a Bia, já que na parte da tarde estaria fazendo uma pequena adaptação com o Diego na casa dele e que ele nem conhecia. Assinamos o termo de entrega, colocamos o Diego no bebê conforto, nos despedimos das meninas e fomos escoltados pelo segurança do hospital até o carro.

Lembro-me bem do rosto do meu marido carregando o bebê-conforto e o Diego. A expressão era de tensão! Ele não queria acordar o pequenino e mal mexia o braço. Ia andando, sério, carregando ele, olhando pra mim, preocupado com o fluxo de pessoas no hospital. Esperamos o carro chegar, carro recém-comprado para receber o trio, a zafira de 7 lugares, colocamos ele atrás e demoramos um século para colocar o bebê-conforto preso no carro. Meu Deus! Que loucura. Como podia ser tão dificil?

Finalmente, entramos os dois no carro e não sabíamos se dávamos risada ou se poderíamos começar a chorar de tanto nervoso. Sorrimos pro Diego, nos demos um beijo e ligamos o carro. Nosso primeiro bebê queria ir pra casa e era isso que a gente ia fazer, levar ele pra casa.

E a cookie? Seria uma mudança radical pra ela também. Então a gente já vinha levando roupas usadas do Diego pra ela cheirar... hehehehehe. Depois eu conto sobre isso.

Alguns dias antes da saída do Diego, eu já havia contratado a nossa primeira babá. Qualquer dia desses  eu vou contar o número de empregadas e babás que tivemos nos últimos anos. Teve uma que ficou menos de 12 horas!!!! Inacreditável. Essa babá, chamada Fernanda, foi indicada de uma enfermeira do Einstein, então eu tinha esperanças que ia dar certo! Nem te conto o que aconteceu....

Olha só que príncipe! Meu menininho preparado pra sair da maternidade!



Nessa foto da pra ver o sapatinho vermelho feito pela bi-vó Lys especialmente pra saída triunfal dele...



Olha que gostoso o soninho no bebê-conforto dele!


Aqui o papai morrendo de medo de soltar o bebê-conforto e alguém levar nosso lindo filhote embora...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Excursão para Niterói, RJ


Olha, eu adoro Niterói, minha cidade querida, minha primeira casa. Algumas ruas mudaram um pouco, algumas casas foram demolidas, alguns prédios surgiram, mas apesar de tudo isso, chegar na casa da minha avó é sempre um prazer enorme. Ela mora no mesmo prédio há uns 40 anos!!!! Eu conheço aquele apartamento desde sempre!
O caminho foi longo pra chegar lá: metro + trem + carona do marido já com as crias no carro + avião + taxi. Resultado: sai do trabalho as 17h e cheguei na casa da minha avó por volta da meia noite. Loucura, não???? As crias estão cheias de energia e não paravam quietas, subiam nas malas, balançavam nas filas do check-in... ai, ai, ai.... Foi uma doideira!!!!

Assim que chegamos, a minha avó com 82 anos de idade, estava esperando a gente toda contente. Fizemos uma caravana pra lá. Eu, meu marido e meus 3 filhos, meu irmão, esposa e sobrinho e minha irmã e seu marido. Foi maravilhoso. Uma das primeiras coisas que eu fiz foi olhar pela janela: minha avó mora de frente pra praia e dá pra ver o corcovado e o pão de açúcar. Uma vista maravilhosa, como poucas eu já vi na vida. Além de tudo, tem um cheiro de mar, o barulho das ondas... uma delícia mesmo! A sensação é com certeza de paz.

No sábado, passeamos na beira da praia, na praçinha que fica ao lado da casa da minha vó. Brinquei muito naquela praça. As crianças adoraram passear por ali e logo fizeram amizade com a minha avó, com a Tia Ce, tio cadico, Bernardo, pessoas que fazem parte da minha vida mas que eles acabam tendo pouco contato, já que moramos longe. Foi gostoso ver eles lá, na minha casa, na casa em que cresci, brinquei, estudei. É gostoso demais dividir com eles a minha história.

Nessa fotinho o trio está grudado na bi-vó. Ontem a tarde, quando eu falei pro Diego que a gente precisava ir embora pra casa ele me disse que ia ficar com a bi-vó. ai, ai, ai... Esse meu filho é bem baladeiro e adora uma fofoca e uma bagunça! Casa? Nem pensar.... hehehehehe 


Lys e Liz, que graça!

Hoje o dia tá corrido por aqui no trabalho... to enrolada com umas minutas mas não posso deixar de postar a foto da minha avó e da minha filha juntas. Depois escrevo mais sobre a viagem (fomos pra niterói o fim de semana passado) e foi realmente gostoso estar lá.

As duas são lindas demais. É um amor inexplicável que sinto pelas duas....