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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Reconhece a mamãe e o papai?


Esse desenho é da Liz, ela fez hoje no café da manhã.



Ela descreveu o desenho assim:

Mãaaaaaaaaaae, essa é a mamãe e o papai! No dia do seu casamento!

Claro que não dá pra reconhecer muito, mas agora o desenho dela já tem uma estrutura, cabeça, riscos do corpo e mamãe de rosa e papai de azul... E ainda em jejum receber um presente desse é gostoso demais, minha linda!

MARAVILHOSOOOOOOOO!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A escolha dos nomes dos meus filhotes


Olha, não foi uma escolha fácil, principalmente pelo fato de que precisávamos entrar em consenso, afinal, como a gente sempre foi democrático, tínhamos uma sociedade  e o nome só seria escolhido se tivesse a aprovação de todos os sócios, ou seja, eu e o maridão.

Mas pra Liz, minha princesa, foi fácil... Esse nome só me traz amor e depois de adulta, depois de que tomei consciência de tudo que a minha avó representa pra mim, queria ter uma filha com esse nome. Primeiro, porque esse nome é lindo demais, doce e forte ao mesmo tempo. E depois, porque ele também seria uma homenagem à minha avó. E ficou fácil colocar esse nome porque em 2004, numa guardanapo de bar, eu e o maridão havíamos entrado em consenso a respeito do nome da primeira filha e do apadrinhamento do primeiro filho. Sabe como é, isso sempre gera confusão e desconforto, mas pra gente, tudo é muito negociado e chegamos a um acordo.



Como vieram 3 ao mesmo tempo, acabamos resolvendo a situação numa fornada só. E pra que ninguém ficasse triste (nem a família sym e nem a família Pires) com o nome da Liz (nome emprestado da minha avó), resolvemos que ela seria batizada pelo tia do Pira, Lena e seu marido. Assim, todo mundo ficou contente e a gente também.

O nome do menino foi difícil mesmo... Eu brincava que queria todos os nomes com L e o maridão ficava louco... Sugeri Leandro, Leonardo e ele queria me matar. Um dia ele começou a soltar nomes de jogadores de futebol e logo falou no Pelé. Tô fora! Coitado do meu filho. Adoro o Pelé, mas... E então ele falou em Diego Maradona, meio que rindo... mas eu adorei! É um nome lindo... E assim entramos em mais um acordo, mas sem o maradona. A idéia veio dele e eu concordei.

Já a Beatriz... Bom, eu sugeri Lais e Laisa, nomes que adoro mas começam com L e ai o maridão não aceitava. Depois sugeri Beatriz, primeiro porque combina com Liz ( já adorei), mas depois porque desde pequena sempre quis ter uma filha chamada Beatriz. Sempre adorei esse nome. E o maridão também gostou. E ai, bem perto do nascimento deles, conseguimos fechar o nome do trio.

Um dia, quando eles tinham por volta de 6 meses, falei pro meu marido que estava muito feliz por ter tido duas meninas e um menino. E ele então me disse: “amor, estou muito feliz por tido o Diego, a Liz e a Beatriz.” Nunca mais esqueci essa frase, meu amor.  Talvez você já tenha esquecido de que um dia disse isso. Que pai meus filhos tem... 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Na hora do aperto, o trio entende tudo...

Sexta passada fiz uma cirurgia de varizes nas pernas.

Avisei meus pimpolhos com mais de uma semana de antecedência, expliquei, contei que dormiria no hospital de sexta pra sábado e que sábado pela manhã eu e o papai estaríamos em casa. Falei também do pós-operatório... de como eu ficaria frágil e talvez com dor nas pernas... Eles me olhavam e eu não sabia se eles tinham entendido...

A cirurgia foi bem e no sábado de manhã, como prometido, chegamos em casa. Eles fizeram 550 perguntas, eu expliquei todas e eles ficaram ótimos. Pra minha surpresa, na segunda-feira, não teve aula e fiquei com a tropa sozinha. Papai foi trabalhar...

Olha! O dia foi ótimo! Eles entenderam tudo direitinho... Obedeciam... Ouviam...

Finalmente, mesmo operada, resolvi levar eles pra passear. Fomos ao shopping (eu estava sozinha com os 3), depois descemos pro playground (também sozinha com os 3). E eles foram perfeitos... entenderam tudo!!! Não questionaram nem uma vez se deveriam obedecer quando a mamãe falou que era hora de subir!

Sou completamente apaixonada pelos meus filhos, mas tem dias que essa paixão é ainda maior e completa! E vem acompanhada de uma grande admiração também.

Aqui a foto deles no playground, na própria segunda-feira:

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O que é ser mãe pra você?


Não tenho certeza sobre datas, mas tenho certeza que por toda a minha vida e desde muito pequena, sempre quis ser mãe. Sempre!

Vocês lembram, quando criança, da saga dos questionários? Aqueles que a gente criava num caderno e colocava uma pergunta em cada página, circulava para toda a sala de aula e implorava pra sua família preencher? Então, eu me lembro de pedir ao meu pai pra responder ao questionário, eu não devia ter mais de 7 ou 8 anos e ele atendeu aos meus pedidos, sem espernear. Lembro-me de uma resposta dele, resposta essa que nunca mais esqueci. A pergunta era a seguinte: O que é a vida pra você ou o que você acha ou espera da vida. E ele respondeu: "nascer, crescer, gerar, envelhecer e morrer. "

Vejam, dessa resposta, temos as óbvias e que não teremos como fugir, como nascer, crescer, envelhecer e morrer. A única escolha aqui é gerar!!!! E olha, meu pai escolheu gerar 5 vezes... Tudo bem que ele é homem e homem tem uma participação diferente das mulheres na gestação propriamente dita, mas o pai não deixa de optar por gerar, pois o meu conceito de gerar é mais extenso do que apenas trazer uma criança ao mundo depois de 9 meses (ou 31 semanas, como no meu caso). Gerar pra mim sempre foi, além de gerar pelos 9 meses, cuidar da cria após trazida ao mundo... E meu pai sempre foi um paizão, sempre. Quem conhece a nossa história, sabe... Um paizão que, cheio de defeitos, como qualquer um, sempre esteve ao lado dos filhos, nos momentos díficeis e tristes e nos momentos felizes também, claro.

Ai volto a minha questão inicial, o que é ser mãe pra você? 

Esses dias saiu uma reportagem a respeito de uma mãe "idosa", com cerca de 60 ou 70 anos,  que conseguiu engravidar com óvulos doados, ou seja, gerou um bebê em seu ventre com óvulo de outra mulher. Saiu na mídia que ela havia perdido a guarda da menina porque era idosa, mas lendo a reportagem até o fim, acho que ela perdeu a guarda porque era negligente com a filha. Mas de qualquer maneira, a matéria é boa e gera 550 questões a respeito da maternidade. Eu, como advogada, não tenho como comentar um pouco o aspecto jurídico da questão.

Veja bem - todo advogado começa uma discussão assim. heehehe - o  direito brasileiro defende muito o direito a filiação (direito de saber quem é seu pai e sua mãe) e o direito paternal (direito de ser pai e mãe), mas temos conceitos estabelecidos a respeito disso. O conceito, preliminarmente, é de que é mae aquela que gerou a criança em seu ventre (já o conceito de pai é um pouco mais complicado). Porém, até pouco tempo, não era possível separar a mãe "dona do óvulo", da mãe "geradora da criança", "dona do ventre". Hoje isso já é possível e viável, como no caso dessa mãe idosa. E agora? Quem é a mãe "verdadeira", a mãe doadora ou a mãe geradora... E se elas viessem a brigar pela guarda da criança? Loucura isso!
Bom, saindo um pouco dos detalhes da questão acima, acredito que a maternidade pode ser dividida:

1. mãe proprietária do óvulo;
2. mãe geradora da criança, dona do útero;
3. mãe cuidadora.

Qual dessas seria a mãe verdadeira pra você?

Quer saber de uma coisa????

Olhar pro seu filho e ver traços seus é maravilhoso, como no caso da mãe doadora do óvulo!!!!
Gerar uma criança em seu ventre é surreal de tão emocionante, como o caso da mãe geradora, dona do útero!!!!!

Mas mesmo diante das constatações acima, mãe, pra mim, é aquela que cuida do seu bebê, do seu filho...

E que ao cuidar do seu filho, sente um amor intenso, inconfundível, indescritível, aquele amor que traz forças pra ficar sem dormir, sem comer, sem cuidar de você, só pra cuidar do seu filhote...

E que, além disso, esse amor traz também muitos erros e acertos, porque ao contrário do que pensam, mãe erra muito, erra demais... Mas no final do dia, sempre, sempre, sofre com seus erros e vai dormir rezando pra ser uma mãe melhor no dia seguinte, mais amorosa, mais paciente...

Mãe é aquela que cuida, que está presente. Sei que meus filhos vão apontar meus erros, não tenho medo disso. Mas ficarei ao lado deles, errando ou acertando, até quando eles e Deus me permitirem...




Essa foto é de janeiro de 2009.