Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador cookie. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cookie. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A superação da 2ª perda!


Hoje falei com uma querida amiga a respeito da tristeza e ansiedade que me invadiu após as minhas perdas gestacionais ocorridas em 2005 e 2006 e acabei lembrando de uma parte do processo. Impressionante a ansiedade que somos capaz de ter! 

Demorei por volta de um ano pra tentar novamente, após a primeira perda e mais um ano pra mais uma vez me reerguer e tentar alcançar meu sonho de ser mãe e constituir uma família. Da segunda vez foi até mais dificil pois um novo fator chegou: a dúvida a respeito da capacidade fisiológica de ser mãe. Será que eu tinha deficit de algum hormônio? Meu útero era incapaz? Apesar desse novo fator, a vontade de ser mãe era muito grande... Eu tinha todos os meus instintos maternos ativados e nenhum filho. Senhor Jesus! Só pensava nisso, dia e noite,  noite e dia! Passei a não ter vontade de ter contato com mulheres grávidas, corria de uma quando via na rua, fazia de todo o possível para ficar bem longe daquelas senhoras e suas barrigas enormes e cheias de vida. Olha, eu nem me lembro disso, meu marido que me contou, mas ele disse esses dias, após ler o meu post a respeito, que quando perdi a 2ª gravidez, entrei no banho de roupa e tudo e chorei muito embaixo do chuveiro. Por sinal, o maridão sempre foi um espetáculo de marido, sempre fez tudo que pode pra me ajudar e muitas vezes colocou sua própria dor de lado pra cuidar de mim... Meu amor, o motivo por eu querer tanto ter filhos e constituir uma família!

Perdemos a segunda gestação em julho, se não me engano, fiz algumas sessões de terapia, mas sentia que a dor dessa vez estava demorando pra passar. E um belo dia, 25 de março de 2007, paseando por uma  feirinha de cachorros, vimos a Cookie. Linda! Linda! A nossa primogênita: http://maede3eadvogada.blogspot.com/2011/08/cookie-primogenita.html

Lembro bem de pegar ela no colo, erguendo para o alto para ver seu rostinho, tão linda e falei pro maridão: Amor, segura ela, vai? Só um pouquinho... E ele disse não algumas vezes e depois de alguma insistência minha e resistência dele, pegou ela nos braços. E foi amor, logo no primeiro dia, que surgiu. E ele, apaixonado, resolveu levar nossa pequena pra casa e eu concordei, claro.

Desse dia em diante, deixei de frequentar a terapia propriamente dita e só queira saber da nossa pequena. Vinha correndo do trabalho para vê-la e estava feliz, muito feliz. E acho até que voltei a acreditar na minha capacidade de ser mãe, pois percebi que mesmo se eu não conseguisse gerar um filho no meu ventre, poderia adotar um. Depois que a Cookie chegou eu sabia que poderia amar uma criança como meu filho, mesmo não a tendo gerado. Isso em si já me confortou o bastante para tentar novamente. E estava então pronta pra recomeçar!

Em um laboratório, fazendo um exame de rotina, encontrei uma grávida de 4 meses, loira, não consigo me lembrar o nome dela. Como estávamos as duas de castigo na sala de espera, acabamos conversando sobre a sua gravidez e ela me disse que finalmente havia conseguido romper a barreira da 12ª semana de gravidez e que antes de chegar no seu médico, já tinha perdido 6 gestações. Achei isso inacreditável e então perguntei o nome do médico dela: Dr. Felipe Lazar. Anotei o nome do médico e agradeci. Acho que estava na hora de buscar um médico especializado nisso. E foi o que eu fiz. Tive uma empatia muito grande com ele, sem contar a confiança e segurança que ele passou. Meu útero estava com aderência da curetagem feita da última perda e providenciamos a segunda cirurgia em um ano. Lá fui eu de novo encarar um hospital cheio de grávidas pra voltar sem nenhum bebê.... Mas é isso ai, bora pra frente que átras vem gente. Deu tudo certo na cirurgia e resolvemos dar início a mais uma tentativa. Começamos o acompanhamento e indução da ovulação, já que, de acordo com a orientação do Dr. Felipe, eu tomaria 12 remédios diariamente, entre comprimidos e injeções, pra ovular e manter a gravidez e tomar injeção 12 meses ia ser colicado, não? Ai partimos para a indução da ovulação e acompanhamento desta ovulação e teríamos que optar pela inseminação (colocação do semen dentro do útero e não fertilização, como alguns pensam) ou não, quando chegasse a hora. 

Em junho de 2007, vendemos nosso apartamento da Gandavo e mudamos para o nosso segundo apartamento, na alameda Jaú. Aqui algumas fotos da mudança e do nosso primeiro churrasco. As mudanças estavam só começando....

Essa primeira foto é a oficial da família na mudança. Estávamos mortos de cansados de trabalhar o dia inteiro, mas estávamos felizes de novo! A cookie também gostou bastante do espaço externo da cobertura.




 Aqui a zona do segundo quarto da cobertura no dia da mudança. Tinha entulho até não poder mais! O bom de mudança é fazer uma limpa na casa. Você, com preguiça de guardar tudo, joga fora tudo que não presta. Adoro! Já meu maridão, detesta. Morro de medo que eu jogue as coisas dele fora... hehehehe.



Olha só que legal. Do lado esquerdo está a piscina e lá no fundo, tem um chuveiro. Dá pra ver o maridão?



Vejam!!! Eu ainda tinha as minhas plantinhas naquela época! Essa foto é do dia seguinte à mudança. Agora não dá tempo nem cuidar de mim... Só a plantinha no vaso pequeno ainda está entre nós....



Aqui o maridão fazendo um queijo pra mim no nosso primeiro churrasco. Meu amor... Pra quem não sabe, ele tem horror de queijo!




Aqui euzinha e a cuinhadinha linda com o notebook novo do maridão! Esse banco amarelo foi herança do ex-proprietário do apto da gandavo. Finalmente, na mudança para o nosso apartamento novo no Morumbi, ele foi doado... hehehehe! 



quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Trabalho fora x trabalho dentro de casa!

Trabalho fora x trabalho dentro de casa!

Olha, o trio tá demais da conta! Impossível! Acho que eles, quando percebem que eu estou cheia de trabalho (fora de casa), ficam doidos e bolam um plano pra me dar mais trabalho (dentro de casa). Não estou tirando um barato, não!? Eles sacam tudo direitinho... Ficam com ciúmes, saudades, carentes e PRECISAM, de uma maneira bem infantil mesmo, pedir atenção!

Sério! Eles querem me enlouquecer! E acho que faz parte de um grande plano para dominar a mamãe e deixar ela cada vez mais maluca. Vou te contar, se já não contei, que na minha opinião mãe de trigêmeos tem direito à insanidade completa e absoluta. Acho que é um direito adquirido mesmo, pela sua condição de mãe de trigêmeos... Falando sério, não dá pra ser normal com três crianças falando ao mesmo tempo, gritando, pedindo atenção... Tem dias que a Cookie, nossa Cocker spaniel, não quer nem saber e parte também pra competição: começa a latir sem parar até eu dar algum tipo de carinho.

Ontem, por exemplo, eu tava cansada, de mau humor por causa da superlotação do metrô e também por outros motivos, por não ter tido nem um minutinho no trabalho pra fazer coisas pessoais e tava, ahhhhhh tava, sem paciência. E quando busquei o trio na escola pensei em fazer algo diferente, pra deixar eles felizes... Mas saiu tudo errado e não deu certo...

Comprei um álbum de figurinhas pra cada um (dois das princesas e 1 dos carros) e 5 pacotinhos de figurinhas para cada. Jesus Cristo! Já no caminho de casa, a Liz tirou o cinto de segurança... ela mesmo que tirou, não fui e foi proposital. Ai eu virei pra ela e disse pra recolocar o cinto. E sabe o que aconteceu? Ela começou a gritar: mãe, eu quero o cinto, eu quero o cinto... E eu falei que agora a gente já tava chegando (faltava menos de 1 quarteirão) e que não valia a pena parar pra recolocar, se ela não conseguia por sozinha. Jesus. Ela foi gritando “eu quero o cinto” até chegar em casa... Imagina só, passei pelo segurança do prédio, entrei na garagem, estacionei, tirei as 550 malas que foram para a escola (ontem foi dia de natação), convenci todos a saírem do carro, fechei as portas, travei o carro, peguei as 550 malas, andei até o elevador (com alguns gritos de medo dos carros), esperamos o elevador, entramos no elevador (depois de algumas brigas entre a bia e o diego pra ver quem ia apertar o 17), enfiei todas as malas e crianças no elevador, esperamos as 2 ou 3 paradas até chegarmos no 17º andar, abri a porta do elevador, tocamos a campainha, esperamos, a cookie saiu pulando em cima da gente (gritos e mais gritos), coloquei as malas e as crias pra dentro, tirei o sapato, segurei a cookie (pra evitar os latidos) e a Liz lá, gritando: “mãeeeeeeeee, eu quero o cinto”.... Dá pra não enlouquecer de vez??????

Bom, as vezes me vejo “taking deep breaths” e ás vezes, como sou também filha de Deus, começo a gritar, pedir silêncio, pareço uma maluca mesmo... doida, doida varrida. Nesse dia respirei fundo, peguei ela pela mão e pedi pra ela parar, que a gente já estava em casa, que não tinha mais cinto na nossa casa... Com os olhinhos cheio de lágrimas, ela concordou... E consegui reaver o controle de novo. Ás vezes acho que vou perder o controle, como uma bomba relógio, prestes a explodir, mas dessa vez deu certo.

Abrimos os álbuns, os pacotinhos de figurinhas e por alguns minutos, tudo estava calmo... Mas sério mesmo, eles falando ao mesmo tempo, cutucando, pedindo atenção, estava complicado... E nesses dias, me sinto uma péssima mãe. Sinto que não consigo dar aos 3 a atenção e o carinho que eles merecem e precisam. E fico mal, pensando que eu deveria ser melhor... 

Como a situação estava complicada, acho que eles estavam morrendo de sono também,  combinei com eles de fechar os álbuns e as figurinhas, jantar e ver uma TVzinha. Eles jantaram, daquela maneira de sempre, eu pedindo pra bia sentar e pra comer, tomando conta da Cookie, pedindo mais comida pra Nilda, aquela emoção de sempre. Vimos a mo, mo, mo, moranguinho pela 550ª vez e travei mais uma batalha pra colocar eles na cama. O Diego implicou com a meia e começou a sapatear pela sala... santo Deus! Entre mortos e feridos, salvaram-se todos que, em algum momento, lá pelas 21h,  estavam dormindo. E eu, triste, arrasada e me sentindo uma mãe incompetente, fui dormir também.... 

Mas fui dormir com a promessa feita de ser uma mãe melhor no dia seguinte, como eu faço, quase todos os dias...