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sexta-feira, 13 de abril de 2012

saudades dos meus bebês!

ahhhhhhhhhhhhh que saudades dos meus bebês!

Juro que se tivesse dinheiro pra nutrir essa galera toda, com certeza teria mais uma trinca de filhos.
Sou louca por bebês, pela maternidade...
Não sei se vou suportar a saudade dos meus filhos quando eram bebês. Nossa!

Ontem recebemos o filme da festa  de 4 anos e contei pra eles que fizemos esse filme porque quando eles forem grandes a mamãe vai assistir o filminho da festa todas as noites antes de dormir. E chorar de saudades! Já tô passando pra eles uma mega culpa por estarem crescendo!!!!

Ah! André Pires, se te pego! Vamos ter mais 3 filhotes numa outra barrigada só? Brincadeira....

Essas fotos são do inverno de 2008, logo quando eles entraram no colégio Itatiaia, no berçário, claro. Esse negócio azul chama bebê-colinho! Eles dormiam no bebê- colinho na parte da tarde.

Na ordem da foto: Bia, Diego e Liz.




sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Saudades?


Quando o meu trio ainda nem andava fomos a uma festa de 5 anos de trigêmeos que conhecemos e acabamos comprando os berços deles. Fomos fazendo aquela excursão familiar básica:  3 bebês, 3 carrinhos, 3 bebês-confortos, 2 malas, uma de comida e outra de roupa e acessórios, mamãe, papai e 2 babás! Jesus! Uma aventura!

O trio dela estava solto no buffet, subindo e descendo dos brinquedos, uma correria. Ela e o marido mal viam as crianças. Ela olhou pra mim, quando chegamos, cumprimentou os bbs e o maridão, disse que eles eram lindos, mas soltou a seguinte frase: "Nossa, não tenho a menor saudade dessa fase que vocês estão agora! Dava um trabalho violento!"

Hoje, passados quase 3 anos desse dia, me perguntei: Tenho saudade daquela época?

Vejamos algumas fotos:

Bia no balanço...


Diego doentinho, fazendo cara de coitadinho...


Liz toda suja de papinha salgada, muito bochecuda!


Nesse filminho, o trio  brincando no chão, ainda não conseguiam nem engatinhar...



Vendo essas imagens, tenho uma certeza nessa vida:

NUNCA MAIS VOU TER AQUELES MOMENTOS DE VOLTA E SIM, MORRO DE SAUDADE!!!

E vou continuar sentindo saudade deles quando eram bebês, quando fizeram 1 ano, aos 2 anos, aos 3 anos.... Sinto saudade até do tempo que passei com eles ontem!

Eu sei que eles estão mudando, mudando bem rápido e vou curtir cada fase (como também vou enlouquecer), mas em cada fase que passa, ficam vários momentos mágicos e especiais e que não voltam mais.

E assim vou viver,  morrendo de saudades do Diego, da Liz e da Bia.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

E a Bia finalmente chega em casa...

Achei um filme da chegada da Bia em casa, depois de 57 dias na UTI.

Eu simplesmente adoro filminhos assim... Infelizmente, ainda não achei o filme do nascimento deles. Mas tenho esperanças.

Eu pouco preciso dizer sobre o momento, sobre a emoção, sobre a tensão no ar, qualquer um pode perceber...

É claro que a gente estava feliz, nossa! Finalmente, nossa pequenina chegou e estaríamos todos juntos novamente! Mas a tensão era nítida, em mim e no maridão também.
Ele estava tão nervoso, mas tão nervoso...

Reparem que a voz narrando tudo é dele e que em determinado momento, descrevendo onde era o berço de cada um ele fala algo assim: "Aquele ali é o berço do Diego, aquele atrás daquelas pessoas (ele estava se referindo a mãe dele, ao meu pai e sua esposa, Lúcia) etc...

Mas vejam o filminho! Eu simplesmente adoroooooooooooo!

Mel, descobri como faz upload de filmes. hehehehe!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Os passos deles na UTI neonatal


Vi as fotos que eu tenho da UTI Neo (esta denominação demonstra o grau de intimidade de qualquer pessoa com a Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal) e queria deixar registrado pra eles os passos (pequenos e grandes) que eles tiveram que dar pra poder sair de lá.
Logo depois que eles nasceram, eu vivia no lactário pra tirar leite com uma bombinha. Graças a deus eu tinha leite e isso já era uma vitória. Eles recomendavam que eu estivesse lá de 3 em 3 horas pra estimular a produção e pra dar mais e mais leite pra eles.
O primeiro leite é apenas o colostro mas é muito importante pros bebês. Em 3 dias eu tinha bastante leite e ficava feliz de saber que estava até congelando leite pra futuras refeições.
Eles nasceram numa segunda-feira e no domingo daquela mesma semana eu tive alta do hospital. Normalmente, as mães ficam 2 ou 3 dias no hospital. Como eu estava me sentindo um pouco caída e com baixa quantidade de ferro no sangue, o obstetra tinha recomendado que eu ficasse mais alguns dias. Quando o dia da alta chegou, eu estava triste, muito triste. E não entendia porque estava deixando meus filhos, mas no fundo eu sabia que era melhor pra eles. Nenhum deles conseguia se alimentar diretamente do meu seio e se alimentavam, com o meu leite, mas através de uma sonda, um cateter que levava o leitinho diretamente ao estômago. Um dos passos deles era esse mesmo: aprender a se alimentar sem a sonda e ganhar peso, muito peso, para chegar aos incríveis 2 kg.
O pira voltou a trabalhar 7 dias depois do nascimento deles e eu passei a ter uma única profissão por 120 dias: mãe. Acordava junto com o Pira, tomava banho, café e ia pro Hospital de taxi já que não podia dirigir. Passava o dia lá e o Pira, meu marido maravilhoso, ia me buscar.
Todos os dias, sem exceção, a gente pegava cada um e fazia o que eles chamam de "canguru". É uma técnica de ter seu bebê quentinho e com bastante contato físico. Apesar de a casinha ser excelente para manter a temperatura, ela não dava todo o amor e carinho de pai e mãe. E o método canguru dava.  Na foto abaixo da pra ver um pedaçinho da Bia no colo do papai.


Graças a Deus, depois daqueles 3 dias de perda de peso, eles passaram a engordar. Faziam de 2 a 3 vezes por dia fisioterapia e “fono”, nome carinhoso para as sessões de fonoaudiologia. As sessões de fono eram feitas, normalmente, por profissionais experientes e principalmente muito carinhosos com eles. A tarefa delas era ensinar eles a mamar. E como eles eram bem pequeninos, sinceramente, elas conseguiam fazer isso como ninguém!!!  

O Diego foi o primeiro a começar as sessões de fono. Veja a fotinho. Depois que eles aprendiam a mamar sem a sonda, a sonda foi retirada e era possível ver o rostinho deles sem aquele negócio e sem a fita adesiva! Nossa, que delícia!!!



Quando eles atingiram mais de 1,8 kg, sairam da casinha e foram pra um berçinho. Uma graça poder pegá-los sem todos aqueles fios e conexões. A última conexão que era retirada era o sensor que ficava, normalmente, no pezinho deles. O raio do sensor tem como objetivo medir a oxigenação deles. Quando fomos embora, eu continuava a ouvir aquele barulhinho... Uma loucura.

Quando eles foram para o berçinho, finalmente começaram a usar as roupinhas lindas que havíamos ganhado ou comprado. Era incrível mas apesar de serem para prematuros, ainda ficavam enormes....
A Bia foi a última a começar as sessões de fono. Veja que coisinha mais linda tomando o leitinho ainda dentro da "casinha".


A foto abaixo é a primeira foto da Liz sem a sonda. Veja que ainda dá pra ver os sinais do esparadrapo no rostinho dela.


Essa debaixo é a primeira foto do Diego sem a sonda. Parece bravinho, né?




Essa foto da Liz (abaixo) dá pra ver como as roupas estavam enormes nela. Nesse dia ela atingiu peso suficiente pra ir pro berço e colocou as roupinhas lindas dela. O lilás, na minha opinião, é perfeito pra ela. Até hoje.

Quando a gente já estava se acostumando com a rotina, veio a notícia. O Diego está pronto pra sair da UTI em um ou dois dias!!!! Quase tive um troço. Estou eu preparada pra cuidar de um bebê? Sem enfermeira, fono e fisio????

Ai........

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Colinho de mãe e pai!

Esses dias eu estava contando pra duas amigas como foram alguns momentos do nascimento deles e de que como foi difícil sair da maternidade, 7 dias depois do nascimento deles, sem carregar minha família comigo.

Logo no começo da gravidez trigemelar a gente ficou sabendo que a chance de eles ficarem na UTI alguns dias era muito grande. Até porque, o nascimento prematuro era quase certo. Não se sabia se a gravidez ia agüentar, 20, 30 ou no máximo, 36 semanas. Eu sempre tive esperança de poder carregá-los mais tempo, mas infelizmente, eles acabaram nascendo com 31 semanas. Assim, depois que eles haviam nascido, tivemos certeza que eles passariam uma temporada lá.

As 72 horas após o nascimento eram cruciais e eles finalmente, tinham tirado o tal do sepape (aparelho que ajuda a respirar). Eu ainda estava internada e pensei que demoraria muito tempo para poder pegá-los no colo. Eles agora recebiam meu leite pela sonda e tomavam soro na veia e os remédios para prevenir uma infecção. Estavam fora de perigo eminente e agora era preciso começar a engordar pra sair logo de lá.
Eu e meu marido estávamos numa visita já rotineira, conversando com um, depois com o outro e depois com o último. De repente, enquanto eu estava “visitando” o Diego na sua casinha quentinha, a enfermeira me perguntou: - você não quer segurar seu bebê? – meus pés tremeram, meu corpo todo sentiu a emoção, balancei a cabeça que sim, perguntei se era seguro e procurei meu marido com os olhos. Ele não me olhava e eu não conseguia emitir som sequer. Tentava falar, chamá-lo, mas minha voz não saia. A enfermeira levantou a portinha, arrumou ele e me deu. Eu estava sentada, com os olhos cheios de lágrimas, tentando chamar meu marido e segurando meu bebê, meu filho, meu menininho. Pedi, quase sem qualquer som, pra enfermeira chamá-lo... Ele se assustou, arregalou o olho e também começou a chorar... A enfermeira então perguntou se ele queria segurar a Beatriz e ele logo acenou que sim, também tremendo de tanta emoção. Ele a segurou, tão pequenina e ficamos os dois meio que petrificados com a emoção, com a delícia de sentir seus pequenos corpinhos em nossas mãos. Era emoção demais, era emoção demais...

A enfermeira nos avisou que não era bom tê-los por muito tempo fora da “casinha” e com medo, logo demos pra ela. Era tudo muito novo e pra gente, delicado. Eles ainda eram pequeninos e a casinha os mantinha quentinhos. Inacreditável, mas os bebês prematuros ficam nessa casinha porque não tem peso suficiente pra manter a temperatura do corpo estável. E assim, logo obedecemos. Mas e a Liz? Pensamos. E a enfermeira colocou ela no colo do meu marido, tão linda, pequenina e doce. E eu estava ao lado dele, olhando aquela imagem maravilhosa e emoção única, indescritível, insuperável.
Na ordem, Diego e Beatriz  no seu primeiro colinho!
E o segundo colinho da Liz, pois o primeiro acabamos não tirando fotos.
Era emoção demais...



Chá de bebês!!! E de quebra, meu aniversário!

No dia 12 de janeiro de 2008, fizemos a primeira festa deles ou pra eles, mesmo sem a chegada do trio. Ah. Era meu aniversário também, mero detalhe.

Porque escolhemos esta data? Bom, veja bem... Eu já estava enorme e de repouso desde o dia 20 de dezembro de 2007, quando completei 20 semanas. Daqui pra frente, ia piorar. Eu estaria grande demais pra ficar em pé, caminhar, fazer esforço físico. O esforço físico era perigoso para a gestação trigemelar. Eu também não tinha mais como esconder a barriga!!! Todos sabiam que eu estava grávida, bem grávida. Pelos meus cálculos, eu estava com 23 semanas e chegando próximo do ponto de viabilidade do feto. É sério! Isso existe e é na 24ª semana de gestação. Estávamos felizes, cheios de esperanças e medo também, mas muito contentes com a família que logo explodiria.

O ponto de viabilidade fetal eu tive acesso lendo o progresso do bebê no útero durante essas semanas em um livro clássico sobre gravidez. Impressionante é termos tido contato com isso bem de perto enquanto estávamos na UTI. Vimos bebês com menos de 24 semanas não agüentarem, após o nascimento e vimos uma linha menininha sobreviver, apesar dos muitos contratempos, chamada Manuela. Sua mãe, Gabriela, virou pra mim um exemplo de mulher poderosa, com garra e muita, mas muita energia positiva. Lembrando delas, lembrei também de um acontecimento na UTI. Como eles ainda não sabiam mamar, as mamães de prematuros tiravam leite para os seus filhotes com a ajuda de uma bombinha. Eu e a Gabriela, não fazíamos diferente. Certo dia, quando cheguei na UTI, a enfermeira estava branca, tensa... Ao lado dela, estava Gabriela, tentando acalmá-la. A enfermeira havia trocado os leites e tinha dado o meu pra Manu e antes de dar o dela pra Beatriz, percebeu o erro. Nossa, e agora? O leite pode trazer doenças pros bebês e por isso, não podem ser trocados. Passado o susto e mostrado para o médico, todos os exames que a Gabriela teve que fazer para garantir a não existência de doenças no seu sangue, acabamos dando muita risada. E falei pra ela que a agora a Manu era também minha “filha de leite”. Tenho muito carinho por elas... A Manu e a Beatriz andaram lado a lado em relação ao peso em certo momento na UTI. Será que elas pesam a mesma coisa agora? Vou ligar pra Gabi...

Voltando ao chá de bebê, chamamos a família toda e muitos amigos pra comemorar com a gente. Acho que nessa época, eles ainda não tinham nomes. Deixamos a escolha dos nomes para mais perto do nascimento. Mas estávamos brilhando de felicidade. Poucas ás vezes na minha vida fui tão feliz como aquele dia. Eu estava com meu marido e com a minha família na barriga. E com saúde e esperança. Eu não podia ser mais feliz!

Desde aquele dia, o meu aniversário só tem graça com eles e com todos eles. É bem chavão mesmo o sentimento, mas não sei como vivi todos (esses poucos anos de vida) sem eles.

Legenda das fotos:
1. Eu e o bolo! que delícia!
2. os presentinhos de aniversário (todos pra eles).
3.  Eu (grande demais) e o maridão.
4. A vó Fê e o vô Eduardo, felizes com os primeiros netos chegando!




quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A Gravidez do trio - Parte II

Eu tava passando pelas fotos da "barriga" e achei uma muito engraçada!

Gente, gravidez é um negócio surreal! Veja bem, durante alguns anos, logo depois da adolescência, nos acostumamos com o nosso corpo e ele não muda mais por um longoooooooooooooo tempo! Não vem ao caso falar dos meus números, especificar datas e anos, mas vamos falar em um caso hipotético:

Uma menina, aos 13 anos, normalmente já está formada, com quadril, peitos, etc. E daí pra frente, até a gravidez, o corpo não muda mais. Então vejamos, se essa mesma menina engravida aos 28 (é um caso hipotético, não custa lembrar), são 15 anos de nenhuma ou poucas mudanças....

Ai vem a gravidez, enjôos e o principal, a barriga! Ela vem devagarzinho, como quem não quer nada e de repente, explode e aparece! Depois, logo no final, a gente realmente fica perplexa com o tamanho que podemos chegar. Nossa senhora!



Esse resumo básico da sensação de, do nada, passar a ter uma barriga eu fiz só pra mostrar pra vcs o que eu senti quando tiramos essas 2 fotos! Uma da barriga do marido e a outra, minha, mostrando uma certa ondulação, deles já ativos na barriga da mamãe!

Essa foto foi tirada em janeiro de 2008, mais ou menos com 5 meses de gestação.