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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A primeira gravidez a gente não esquece!

Tava procurando uma foto pra ser tema do meu post de hoje e encontrei duas que eu jurava que tinha apagado . Será que eu desisti de apagar ? Será que em algum momento percebi que não ia adiantar apagar essas fotos pois o que aconteceu, aconteceu mesmo. E nada ia mudar isso.

Sabe? Sinto falta das maquinas digitais que mostram a data da foto. Isso é muito legal mesmo. E veja só, ajuda a gente a entender a passagem do tempo. Eu adoro saber as datas das coisas.

Bom, graças a Deus, essa foto tem data.
Esse foi um dos dias mais felizes de nossas vidas: o dia que descobrimos que teríamos o bebezuco.
Esse foi o nome que demos a ele, já que não sabíamos se era menino ou menina. Ora bolas, se fosse menina, seria bebezuca e se fosse menino, seria bebezoco. Não sabíamos o sexo, então bebezuco!!!


19 de maio de 2005.
A gente tava muito feliz, muito mesmo. 
Esse foi o primeiro contato com a maternidade que eu tive.



Tem uma hora que bate na mulher uma vontade loooooooooouca, inexplicável de ser mãe. E pra mim, não foi diferente. De repente, a vontade bateu, eu e o maridão fizemos todos os exames, paramos de fumar no dia 23 de novembro de 2004 e parei de tomar a pílula. A expectativa é que em 1 ano eu estaria grávida.  Bem, no mês seguinte eu estava grávida.

Esse é o nosso primeiro apartamento, na rua gandavo, 188, vila mariana. O trio nem chegou perto desse apto. Do mesmo jeito que a vontade de engravidar chegou, quando perdi a gravidez de gêmeos (em 2006), me deu uma vontade louca de mudar. E vendemos nosso apartamento. Mas essa é uma outra estória.

A nossa alegria durou 10 semanas.
Fizemos o acompanhamento médico necessário, desde o começo, fizemos o ultrassom com 7 semanas, ouvimos o coração bater, nos derretemos pro nosso bebezuco. Mas quando cheguei perto da 10º semana, tive um sangramento e o médico falou que podia não ser nada. Eu já estava em pânico e quando,  alguns dias depois, numa segunda-feira, o sangramento não diminuiu, eu resolvi ir pro hospital santa catarina. Avisei meu marido e ele disse que ia me encontrar lá. Esperamos um pouco e fomos atendidos por uma enfermeira-obstetra. Ela não conseguiu ouvir o coração do bebê e ela sugeriu um ultrassom. Aguardamos, desesperados, pelo ultrassom. Quando finalmente conseguimos realizar o exame, o médico falou que o bebê não tinha vingado e que não ouvia seu coração. Era muita dor, eu ainda na maca, chorei como antes nunca chorei. Meu marido, de tanta raiva do médico, chutou a parede. E não suportava a dor... Saímos atordoados do hospital, chorando muito, inconformados, desolados... Nosso bebezuco se foi.

Não há como esquecer essa dor, ela sempre está aqui, mesmo com a chegada do trio.
Claro que a chegada deles aliviou bastante essa dor. Mas ela nunca será esquecida.
A lembrança do rosto do meu marido, daquela dor toda estampada em seu rosto, também me machuca muito. Até hoje.
Mas o bebezuco se foi, porque precisava ir, esse era o tempo dele com a gente.

Demorei uma ano pra me recuperar e junto com o meu marido, tentarmos mais uma vez.
Mas não desistimos. O sonho de sermos pais nunca foi embora.