Hoje falei com uma querida amiga a respeito da tristeza e ansiedade que me invadiu após as minhas perdas gestacionais ocorridas em 2005 e 2006 e acabei lembrando de uma parte do processo. Impressionante a ansiedade que somos capaz de ter!
Demorei por volta de um ano pra tentar novamente, após a primeira perda e mais um ano pra mais uma vez me reerguer e tentar alcançar meu sonho de ser mãe e constituir uma família. Da segunda vez foi até mais dificil pois um novo fator chegou: a dúvida a respeito da capacidade fisiológica de ser mãe. Será que eu tinha deficit de algum hormônio? Meu útero era incapaz? Apesar desse novo fator, a vontade de ser mãe era muito grande... Eu tinha todos os meus instintos maternos ativados e nenhum filho. Senhor Jesus! Só pensava nisso, dia e noite, noite e dia! Passei a não ter vontade de ter contato com mulheres grávidas, corria de uma quando via na rua, fazia de todo o possível para ficar bem longe daquelas senhoras e suas barrigas enormes e cheias de vida. Olha, eu nem me lembro disso, meu marido que me contou, mas ele disse esses dias, após ler o meu post a respeito, que quando perdi a 2ª gravidez, entrei no banho de roupa e tudo e chorei muito embaixo do chuveiro. Por sinal, o maridão sempre foi um espetáculo de marido, sempre fez tudo que pode pra me ajudar e muitas vezes colocou sua própria dor de lado pra cuidar de mim... Meu amor, o motivo por eu querer tanto ter filhos e constituir uma família!
Perdemos a segunda gestação em julho, se não me engano, fiz algumas sessões de terapia, mas sentia que a dor dessa vez estava demorando pra passar. E um belo dia, 25 de março de 2007, paseando por uma feirinha de cachorros, vimos a Cookie. Linda! Linda! A nossa primogênita: http://maede3eadvogada.blogspot.com/2011/08/cookie-primogenita.html
Lembro bem de pegar ela no colo, erguendo para o alto para ver seu rostinho, tão linda e falei pro maridão: Amor, segura ela, vai? Só um pouquinho... E ele disse não algumas vezes e depois de alguma insistência minha e resistência dele, pegou ela nos braços. E foi amor, logo no primeiro dia, que surgiu. E ele, apaixonado, resolveu levar nossa pequena pra casa e eu concordei, claro.
Desse dia em diante, deixei de frequentar a terapia propriamente dita e só queira saber da nossa pequena. Vinha correndo do trabalho para vê-la e estava feliz, muito feliz. E acho até que voltei a acreditar na minha capacidade de ser mãe, pois percebi que mesmo se eu não conseguisse gerar um filho no meu ventre, poderia adotar um. Depois que a Cookie chegou eu sabia que poderia amar uma criança como meu filho, mesmo não a tendo gerado. Isso em si já me confortou o bastante para tentar novamente. E estava então pronta pra recomeçar!
Em um laboratório, fazendo um exame de rotina, encontrei uma grávida de 4 meses, loira, não consigo me lembrar o nome dela. Como estávamos as duas de castigo na sala de espera, acabamos conversando sobre a sua gravidez e ela me disse que finalmente havia conseguido romper a barreira da 12ª semana de gravidez e que antes de chegar no seu médico, já tinha perdido 6 gestações. Achei isso inacreditável e então perguntei o nome do médico dela: Dr. Felipe Lazar. Anotei o nome do médico e agradeci. Acho que estava na hora de buscar um médico especializado nisso. E foi o que eu fiz. Tive uma empatia muito grande com ele, sem contar a confiança e segurança que ele passou. Meu útero estava com aderência da curetagem feita da última perda e providenciamos a segunda cirurgia em um ano. Lá fui eu de novo encarar um hospital cheio de grávidas pra voltar sem nenhum bebê.... Mas é isso ai, bora pra frente que átras vem gente. Deu tudo certo na cirurgia e resolvemos dar início a mais uma tentativa. Começamos o acompanhamento e indução da ovulação, já que, de acordo com a orientação do Dr. Felipe, eu tomaria 12 remédios diariamente, entre comprimidos e injeções, pra ovular e manter a gravidez e tomar injeção 12 meses ia ser colicado, não? Ai partimos para a indução da ovulação e acompanhamento desta ovulação e teríamos que optar pela inseminação (colocação do semen dentro do útero e não fertilização, como alguns pensam) ou não, quando chegasse a hora.
Em junho de 2007, vendemos nosso apartamento da Gandavo e mudamos para o nosso segundo apartamento, na alameda Jaú. Aqui algumas fotos da mudança e do nosso primeiro churrasco. As mudanças estavam só começando....
Essa primeira foto é a oficial da família na mudança. Estávamos mortos de cansados de trabalhar o dia inteiro, mas estávamos felizes de novo! A cookie também gostou bastante do espaço externo da cobertura.
Aqui a zona do segundo quarto da cobertura no dia da mudança. Tinha entulho até não poder mais! O bom de mudança é fazer uma limpa na casa. Você, com preguiça de guardar tudo, joga fora tudo que não presta. Adoro! Já meu maridão, detesta. Morro de medo que eu jogue as coisas dele fora... hehehehe.
Olha só que legal. Do lado esquerdo está a piscina e lá no fundo, tem um chuveiro. Dá pra ver o maridão?
Vejam!!! Eu ainda tinha as minhas plantinhas naquela época! Essa foto é do dia seguinte à mudança. Agora não dá tempo nem cuidar de mim... Só a plantinha no vaso pequeno ainda está entre nós....
Aqui o maridão fazendo um queijo pra mim no nosso primeiro churrasco. Meu amor... Pra quem não sabe, ele tem horror de queijo!
Aqui euzinha e a cuinhadinha linda com o notebook novo do maridão! Esse banco amarelo foi herança do ex-proprietário do apto da gandavo. Finalmente, na mudança para o nosso apartamento novo no Morumbi, ele foi doado... hehehehe!






Nenhum comentário:
Postar um comentário