Já faz um tempinho que venho
sendo convidada a fazer terapia, por inúmeras pessoas e por inúmeros motivos.
Desta vez, cedi. Os motivos para fazer uma terapia já eram muitos, mas quando a
pedagoga da escola relatou alguns problemas ou dificuldades que as crianças
vinham enfrentando e sugeriu que eu fizesse uma terapia, cedi, cedi mesmo. Ela
me disse, sério, do fundo do coração, que eu precisava me fortalecer pra cuidar
de 3 crianças. Depois disso, pois bem, tomei coragem e comecei a enfrentar meus
medos de frente.
E dei o ponta-pé inicial nessa
jornada em busca dos meus sentimentos, medos e até de lembranças da infância. E
desde a semana passada tenho toda terça um encontro marcado comigo mesma, pra
me ouvir, pensar e principalmente refletir sobre a maternidade, cada um dos
meus filhos, individualmente, e em conjunto.
Não sei ainda onde isso me levará, mas por eles, pagos todos os custos da jornada, enfrento todas as bruxas, monstros ou piratas malvados que um dia rondaram minha cama, quando criança ou quando adulta, de peito aberto e pedra na mão, se assim for preciso.
Por eles, enfrento a mim mesma e me torno, se deus quiser, uma mãe melhor.






