Logo que eles nasceram, por uns 2 meses após a saída da UTI, eram poucas as aventuras e descobertas. Daquele período até agora, as descobertas foram constantes, diárias. Eles aprendem muito e todos os dias.
Semana passada, recebi da escola um bilhete da teacher da aula de inglês: caros pais, a aula de hoje foi sobre as cores com foco na questão: "what color is this? Yellow, blue etc."
E então resolvi testar o quanto meus filhos estavam aprendendo e peguei a beatriz de cobaia.
Bia, what color is this banana?
E ela respondeu: A-ma-re-lo, mãeeeeeeeeeee.
Hunf. Fiquei triste. Porque ela não respondeu yellow? Dois segundos depois me dei conta que ela tinha entendido a pergunta! Só não respondeu em inglês.
E ai fiquei pensando em como eles andam adquirindo conhecimento e de uma maneira tão rápida!
Ontem falei com o Diego que cada um poderia escolher 2 filmes pra gente levar pra praia agora no feriado. E ai ele me disse que 2+ 2+2 dava 6. Quase cai pra trás. Meu filho já tem noções de matemática. Como isso aconteceu sem eu me dar conta? Ele só tem 4 anos!
Mas cada dia que passa eles absorvem mais e mais informação e cada um do seu jeito e na sua velocidade, vai se tornando um ser independente, meu deus, bem mais independente de mim!
Jesus amado, que medo!
O Diego é louco pra ter a indepência dele. Outro dia fomos na padaria e quando voltamos tinha uns moleques andando de skate no playgroud. Ele virou pra mim e disse:
mãeeeeee, quantos anos tem aquele amiguinho?
Eu gelada respondi: não sei, filho, vamos perguntar pra ele?
Ele balançou a cabeça e perguntamos pro amiguinho e ele respondeu 7, pro meu alívio. Saímos meio que em silêncio, pensativos (cada um com seus dilemas) e o Diego falou:
Mãeeeeeee, quando eu tiver 7 anos, você me dá um skate? E e eu concordei.
Mãeeeeeeeeee, quando eu tiver 7 anos e você me der um skate, vou descer sozinho, sem você, pro térreo (ele chama o playground assim), tá bom????
Eu, ainda mais gelada e tensa e com uma vontade louca de dizer não, disse sim.
E mais tarde, quando todos já estavam dormindo, chorei pelo medo de deixá-lo sozinho (e independente) no térreo.
Haja coração!
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