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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Avalanche de culpa!


 

Hoje é um dos dias que a pobre advogada que mora em mim, morre sufocada!

Procuro, de alguma maneira, mantê-la viva, mas não há espaço pra ela dentro de mim quando um dos meus filhos está doente, caidinho, prostrado. A advogada procura manifestar alguma opinião, mas é sufocada, estrangulada pela outra profissão. A mãe que existe em mim é cruel, não deixa a advogada falar, expressar sua opinião, critica, pune, julga, acaba com ela, sem dó ou piedade...

Só a voz da mãe pode ser ouvida. A advogada fica amuada, nervosa, mas no fundo, sabe que não há nada que ela possa fazer. A mãe se sobressai, acorda furiosa, num ataque de explosão e grito!

Quando um dos meus filhos está doente, a advogada não tem vez e fica esperando, num espaço pequeno, no canto do cômodo, pra ver se sobra, em algum momento, uma migalha de tempo... A advogada pensa nos anos todos em que estou, do quanto gosta do que faz, mas não há o que fazer...
A advogada só pode retornar depois que a doença passa. Ao longo desses anos, depois de tantas doenças, ela ainda não se acostumou com isso! E toda vez é a mesma coisa, a mãe procura, de todas as maneiras, soterrar a advogada com uma avalanche de culpa.

Um dia ela ainda vai conseguir...

Um comentário:

  1. ain que delicia ser mae de trigemeos deus te concedeu com amaior alegria neh , adoro seu blog....
    da uma passadinha no meu depois pra conhecer minha historiaaa
    http://pamelalima126.blogspot.com.br/

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