Hoje é um dos dias que a pobre advogada que mora em mim,
morre sufocada!
Procuro, de alguma maneira, mantê-la viva, mas não há espaço
pra ela dentro de mim quando um dos meus filhos está doente, caidinho,
prostrado. A advogada procura manifestar alguma opinião, mas é sufocada,
estrangulada pela outra profissão. A mãe que existe em mim é cruel, não deixa a
advogada falar, expressar sua opinião, critica, pune, julga, acaba com ela, sem
dó ou piedade...
Só a voz da mãe pode ser ouvida. A advogada fica amuada,
nervosa, mas no fundo, sabe que não há nada que ela possa fazer. A mãe se
sobressai, acorda furiosa, num ataque de explosão e grito!
Quando um dos meus filhos está doente, a advogada não tem
vez e fica esperando, num espaço pequeno, no canto do cômodo, pra ver se
sobra, em algum momento, uma migalha de tempo... A advogada pensa nos anos todos em que estou, do quanto gosta do que faz, mas não há o que fazer...
A advogada só pode retornar depois que
a doença passa. Ao longo desses anos, depois de tantas doenças, ela ainda não se
acostumou com isso! E toda vez é a mesma coisa, a mãe procura, de todas as
maneiras, soterrar a advogada com uma avalanche de culpa.
Um dia ela ainda vai conseguir...
ain que delicia ser mae de trigemeos deus te concedeu com amaior alegria neh , adoro seu blog....
ResponderExcluirda uma passadinha no meu depois pra conhecer minha historiaaa
http://pamelalima126.blogspot.com.br/