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terça-feira, 6 de março de 2012

E agora, josé?


Tem dias que não sabemos por que, mais passamos a questionar tudo e todas as nossas escolhas:  as constantes, as marcantes, as difíceis, as irreversíveis! 

Nesses dias, quando bate aquela insegurança na vida, em mim, em tudo, passo a sofrer demais. Eu sou uma pessoa que adora questionar os caminhos escolhidos e às vezes sinto que isso é também bem prejudicial. Bate aquela angústia estranha e não sei ao certo qual é o problema.

Lembro-me da época de exames, na gravidez do trio. Eu passava o dia inteiro na expectativa de um resultado. O resultado do exame de sangue, do ultrassom, da taxa de glicose, do sexo dos bebês!!!!!! Caramba! Quando eles nasceram, demorei uns 3 meses pra entender que eu não tinha mais que fazer nenhum exame e que eu não tinha mais nenhum resultado para acompanhar.  Sei lá, bateu uma sensação de vazio, apesar da casa estar LOTADA!!!

Até mesmo quando nos dispomos a sair de casa e ir ao cinema ver um filme (ainda mais um indicado ao Oscar), a expectativa do suspense/emoção/drama do filme, causa uma ansiedade tamanha que acaba atrapalhando na maneira como sentimos e recebemos as informações passadas pelo filme. Resultado: frustração!

Eu com certeza sou uma pessoa que sofre de ansiedade e consequentemente, de frustração! Ave maria! Preciso controlar essa danada o tempo inteiro, o dia inteiro. E sei que quando entro nessa de questionar meu caminho, começo a adoecer de tanta ansiedade. Eu quero fazer tanta coisa nessa vida que travo e não faço nada além de comer e claro, engordar como uma porca.  Ainda bem que hoje fui, às 6 da manhã, na academia. ufa!

 Mas são muitos os motivos para gerar ansiedade nesses dias, um deles é a festa do meu trio, agora no sábado. Eles vão fazer 4 anos! Estão cada vez mais espertos e independentes e cheios de vontades. Impressionante! Mas estão na expectativa da festa deles! Felizes da vida! E eu também claro.

Além disso, uma querida amiga anunciou que está se separando do seu marido. E fiquei triste. Muito triste. Pensando nela, no seu filho, e claro, acabo pensando no meu casamento também. Será que o maridão está feliz? Espero que sim....

E por último, ontem meu paizinho deu seu primeiro passo para a aposentadoria. Foi emocionante ver toda a plateia do auditório da empresa que ele trabalhou por 20 anos, 600 pessoas, aplaudirem ele de pé por alguns minutos. Meus olhos se encheram de lágrimas por vários motivos, por vê-lo sensibilizado, emocionado, pelo orgulho e amor enorme que tenho dele. Senti que estava ali valorizando um trabalho fantástico que ele fez ao longo da sua vida profissional, mas pessoal também. Pois acredito que ele conseguiu tudo isso porque é um pai maravilhoso, uma pessoa equilibrada, fantástica. Fiquei realmente tocada pelo evento promovido pela empresa e pela grande mudança que agora virá em sua vida. E pensei que quero apoia-lo, no que eu puder, nessa sua mudança. E faço votos para que ele faça essa passagem da maneira mais tranquila e gostosa possível.

E diante daquela homenagem, comecei a pensar no que eu quero da minha vida profissional. Como é difícil conciliar todas as nossas vontades, não? Eu quero trabalhar, me desenvolver, adoro colocar meu cérebro pra pensar. Mas ando desestimulada.... Além disso, quero muito ser uma ótima mãe, quero dar apoio aos meus filhos, quero que eles sejam pessoas equilibradas e sensíveis e felizes profissionalmente. Mas como posso atingir esse objetivo e ainda ter plenitude e realização na minha profissão?

Agora, depois de escrever tudo isso percebo claramente a minha angústia e a minha busca por resultados. E agora, josé, o que fazer?

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