Tem dias que não sabemos por que,
mais passamos a questionar tudo e todas as nossas escolhas: as constantes, as marcantes, as difíceis, as
irreversíveis!
Nesses dias, quando bate aquela
insegurança na vida, em mim, em tudo, passo a sofrer demais. Eu sou uma
pessoa que adora questionar os caminhos escolhidos e às vezes sinto que isso é
também bem prejudicial. Bate aquela angústia estranha e não sei ao certo qual é o
problema.
Lembro-me da época de exames, na
gravidez do trio. Eu passava o dia inteiro na expectativa de um resultado. O
resultado do exame de sangue, do ultrassom, da taxa de glicose, do sexo dos
bebês!!!!!! Caramba! Quando eles nasceram, demorei uns 3 meses pra entender que
eu não tinha mais que fazer nenhum exame e que eu não tinha mais nenhum
resultado para acompanhar. Sei lá, bateu
uma sensação de vazio, apesar da casa estar LOTADA!!!
Até mesmo quando nos dispomos a
sair de casa e ir ao cinema ver um filme (ainda mais um indicado ao Oscar), a expectativa do
suspense/emoção/drama do filme, causa uma ansiedade tamanha que acaba
atrapalhando na maneira como sentimos e recebemos as informações passadas pelo
filme. Resultado: frustração!
Eu com certeza sou uma pessoa que
sofre de ansiedade e consequentemente, de frustração! Ave maria! Preciso
controlar essa danada o tempo inteiro, o dia inteiro. E sei que quando entro
nessa de questionar meu caminho, começo a adoecer de tanta ansiedade. Eu quero
fazer tanta coisa nessa vida que travo e não faço nada além de comer e claro,
engordar como uma porca. Ainda bem que hoje fui, às 6 da manhã, na academia. ufa!
Além disso, uma querida amiga
anunciou que está se separando do seu marido. E fiquei triste. Muito triste.
Pensando nela, no seu filho, e claro, acabo pensando no meu casamento também.
Será que o maridão está feliz? Espero que sim....
E por último, ontem meu paizinho
deu seu primeiro passo para a aposentadoria. Foi emocionante ver toda a plateia
do auditório da empresa que ele trabalhou por 20 anos, 600 pessoas, aplaudirem
ele de pé por alguns minutos. Meus olhos se encheram de lágrimas por vários
motivos, por vê-lo sensibilizado, emocionado, pelo orgulho e amor enorme que
tenho dele. Senti que estava ali valorizando um trabalho fantástico que ele fez
ao longo da sua vida profissional, mas pessoal também. Pois acredito que ele
conseguiu tudo isso porque é um pai maravilhoso, uma pessoa equilibrada, fantástica.
Fiquei realmente tocada pelo evento promovido pela empresa e pela grande
mudança que agora virá em sua vida. E pensei que quero apoia-lo, no que eu
puder, nessa sua mudança. E faço votos para que ele faça essa passagem da
maneira mais tranquila e gostosa possível.
E diante daquela homenagem, comecei
a pensar no que eu quero da minha vida profissional. Como é difícil conciliar
todas as nossas vontades, não? Eu quero trabalhar, me desenvolver, adoro
colocar meu cérebro pra pensar. Mas ando desestimulada.... Além disso, quero
muito ser uma ótima mãe, quero dar apoio aos meus filhos, quero que eles sejam
pessoas equilibradas e sensíveis e felizes profissionalmente. Mas como posso
atingir esse objetivo e ainda ter plenitude e realização na minha profissão?
Agora, depois de escrever tudo
isso percebo claramente a minha angústia e a minha busca por resultados. E
agora, josé, o que fazer?
Como diria a Dori: continue a nadar, continue a nadar...
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